Muito poucos serão os textos políticos que tenha assinado. Apesar disso julgo poder dizer que sessenta anos da minha vida foram passados à volta dela. Sogro, cunhados, filhos foram militantes diversos dessa área da vida nacional.
Posso assim, creio, dizer que a matéria me não é estranha. Convivi sempre com ela de modo difícil, mas nunca permiti que o meu cérebro fosse ocupado por aquilo que, entre nós, se chama de politica.
E tudo por uma única razão: a existência de partidos que, a meu ver, conseguiram adulterar totalmente o que a politica tem de mais respeitável e digno. Bem assediada fui pelos mais inusitados agrupamentos, a quem talvez fosse – quem sabe? - conveniente ter nas suas fileiras alguém com as minhas caraterísticas. Nunca cedi, mas também nunca me furtei a dizer o que pensava do seu exercício, nas áreas da minha formação académica.
Termino, lamentando que um espaço de discussão de programática para salvar o nosso país do estado em que se encontra, tenha sido tão mal aproveitado. É a apetitosa partidarite a funcionar!
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